quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Intriga da oposicao

Leitura: Marcos 5:1-4

Jesus e os discípulos “atravessaram o mar e foram para a região dos gerasenos. Quando Jesus desembarcou, um homem com um espírito imundo veio dos sepulcros ao seu encontro. Esse homem vivia nos sepulcros, e ninguém conseguia prendê-lo, nem mesmo com correntes; pois muitas vezes lhe haviam sido acorrentados pés e mãos, mas ele arrebentara as correntes e quebrara os ferros de seus pés. Ninguém era suficientemente forte para dominá-lo.” (Mc 5:1-4).

Sempre que Deus está para agir e trazer bênção não espere que os poderes das trevas fiquem sossegados. No capítulo anterior o inimigo usou do vento e das ondas para impedir o barco de chegar ao seu destino. Alguns anos depois Paulo escreveria aos cristãos em Corinto: “Permanecerei em Éfeso... porque se abriu para mim uma porta ampla e promissora; e há muitos adversários.” (1 Co 16:8-9). Esses adversários ele já havia mencionado no capítulo anterior:  “Todos os dias enfrento a morte, irmãos; isso digo pelo orgulho que tenho de vocês em Cristo Jesus, nosso Senhor. Se foi por meras razões humanas que lutei com feras em Éfeso, que ganhei com isso? Se os mortos não ressuscitam, ‘comamos e bebamos, porque amanhã morreremos’.” (1 Co 15:31-32).

Se essas ‘feras’ eram animais ou humanas, não sei. A lição não é que ‘tudo vale a pena quando a alma não é pequena’, mas que tudo vale a pena quando a glória da ressurreição não é pequena. Nossa travessia pela vida pode enfrentar ondas e tempestades, e termos de lidar com servos do diabo como o homem possesso deste capítulo. Homens maus podem querer nos deter por causa do ódio que destilam contra Cristo e os que lhe pertencem. Que importa? Esta vida não é a única vida que temos. Se fosse, faríamos bem em nos esquivar dos problemas que acompanham o testemunho cristão e, como diz Paulo citando a filosofia grega hedonista dos epicureus, ‘comamos e bebamos, porque amanhã morreremos’.

Se você não entende a razão de alguns viverem tão apegados às coisas desta vida, lembre-se de que para esses esta é a única vida que conhecem. Sem Cristo o destino deles é de morte, lançados nas trevas exteriores onde ficarão sós eternamente, sem qualquer companhia e sofrendo as agruras do lago de fogo do juízo eterno. Quão diferente seria se tivessem um breve vislumbre do destino que lhes espera, ou talvez da real imagem que Deus tem deles. A mesma deste homem possesso que vive nos sepulcros e que as correntes não são capazes de dominar sua rebelião e vontade própria.

Justiça é graça

Mateus 20:1-16                           ELETRICISTA EM SOROCABA E SÃO PAULO 15981311000

No final do capítulo 19 de Mateus os discípulos perguntam o que ganharão por terem deixado tudo para seguir a Jesus. Ele promete que os que abrissem mão de tudo para segui-lo receberiam cem vezes mais, além da vida eterna. Certamente Deus tem uma recompensa para a fidelidade que vem depois de crer em Jesus. Afinal, como você poderá segui-lo se não crer nele?

Porém Jesus alerta que muitos primeiros serão últimos e muitos últimos primeiros, e no capítulo 20 ele mostra o contraste entre justiça e graça usando uma parábola. Agora o reino dos céus é comparado a um empresário que contrata diaristas para sua vinícola. Com os primeiros, que começam a trabalhar, digamos, às seis da manhã, ele combina pagar uma moeda de prata, e eles concordam. Era o salário mínimo suficiente para a cesta básica.

À medida que o dia passa, ele contrata outros sem combinar o valor. Diz apenas que lhes pagará o que for justo. Portanto apenas os primeiros tinham, por assim dizer, um contrato formal determinando o valor a receber. 

No final do dia o empresário começa a pagar os últimos, os que tinham sido contratados quase no fim da jornada de trabalho, dando a estes o mesmo pagamento dos primeiros, que trabalharam o dia inteiro. Ninguém reclama, exceto os primeiros, os que tinham um contrato formal. Será que tinham razão? Não.

O empresário foi justo ao pagar a eles o que tinha sido combinado. E não foi injusto ao pagar aos outros o necessário para o seu sustento. Se recebessem menos, seus filhos passariam fome. Os primeiros foram tratados com justiça; os últimos com a graça que dá a cada um segundo o coração de Deus, e não segundo o merecimento do homem. E Deus tem um coração grande e cheio de compaixão.

Se você não entender isso vai achar injusto que um assassino, convertido minutos antes da cadeira elétrica, receba o mesmo céu de alguém que creu em Jesus quando jovem e levou uma vida de devoção a Deus. Sabe por que você acha injusto? Por se considerar melhor que o assassino. Se Deus tratar você e eu com justiça, seremos condenados, já que todos somos igualmente pecadores e transgressores da lei de Deus. Até na lei dos homens, apesar da pena variar, tanto o homicida quanto o que estacionou em local proibido são transgressores.

Para Deus poder ser justo e misericordioso Jesus aceitou receber, na cruz, o castigo pelos pecados, tanto do homicida quanto de qualquer outro que crer nele. Agora Deus pode salvar, por graça, quem crer no seu Filho Jesus.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Fariseus e saduceus


Mateus 16:5-12

Jesus chega ao outro lado do mar da Galiléia, e os discípulos estão preocupados por terem se esquecido de levar pão. Jesus diz para tomarem cuidado com o fermento dos fariseus e saduceus, e eles pensam que está falando de pão.

Ele repreende a falta de fé dos discípulos, recordando as duas vezes em que multiplicou os pães. Eles tinham visto cinco pães alimentarem cinco mil homens, e sete pães alimentarem quatro mil, fora as mulheres e crianças. Na aritmética de Deus, menos alimenta mais. Mas o assunto aqui não é o fermento do pão, mas o ensino dos fariseus e saduceus.

Os fariseus eram extremamente religiosos e legalistas. O capítulo 12 do evangelho de Lucas diz que o fermento dos fariseus é a hipocrisia. Pessoas que coam mosquitos costumam engolir camelos e tentar parecer que estão de jejum. Os fariseus eram sepulcros caiados, bonitos por fora mas podres por dentro.

Os saduceus eram racionais. Negavam a existência de anjos e espíritos, a imortalidade da alma e a ressurreição do corpo, além do castigo eterno. Eram os céticos da época e hoje seriam muito bem vindos nas universidades e até em alguns cursos de teologia. Todavia ambos eram religiosos e pregavam a obediência aos mandamentos de Deus. Onde está o problema então?

Nos evangelhos você vai sempre encontrar exemplos de duas pessoas, coisas ou situações antagônicas representando salvos e perdidos. Nos exemplos e parábolas de Jesus não é o bom que vai para o céu e o mau para o inferno do ponto de vista moral. É o contrário.

Você encontra o fariseu e o publicado, o primeiro religioso e o segundo corrupto, no entanto é o segundo que é justificado. Tem o filho pródigo e rebelde que é justificado, e seu irmão que nunca saiu de casa que não é. Há pouco vimos a incredulidade dos religiosos judeus, herdeiros das promessas de Deus, e fé da mulher descendente dos cananitas, que aceita ser comparada aos cães e é abençoada por Jesus.

Dá para perceber um padrão? Jesus veio salvar pecadores, não pessoas boas. Fariseus e saduceus acreditavam que podemos merecer alguma coisa de Deus se agirmos corretamente. No livro de Romanos o apóstolo Paulo fala que Deus justifica o ímpio, não o bom. Quando você tenta fazer algo para merecer a salvação, faz de Deus seu devedor, como se dissesse: "Ok, eu fiz minha parte, agora o Senhor faça a sua". Você não ousaria pensar assim se conhecesse o que realmente somos aos olhos de Deus e quem é Jesus.