sábado, 17 de setembro de 2016

pensamentos dos conjuntos teoricamente

Leitura: Marcos 4:1-14                    por Pr.Felix          ELETRICISTA 11994458394

O “mistério do Reino” (Mc 4:11), do qual Jesus fala aos discípulos, é também uma esfera de responsabilidade, mas não é a mesma coisa que a Igreja. No Reino existe joio, na Igreja só trigo. Depois que esta for arrebatada, o Reino permanecerá na terra ainda em mistério, para ser estabelecido de forma visível e em poder com a vinda de Cristo para reinar. Hoje uma pessoa é introduzida no Reino pelo batismo, e passa a fazer parte da “casa de Deus”, que é o aspecto exterior da Igreja na terra. Mesmo assim ela estará eternamente perdida se não tiver nascido de novo.

Pense na Teoria dos Conjuntos que aprendeu nas aulas de Matemática. O Reino é o conjunto maior formado por aqueles que já não são pagãos, pois se associaram ao nome de Cristo pelo batismo e professam ter “um só Senhor, uma só fé, um só batismo” (Ef 4:5). São os que hoje se dizem cristãos, sejam eles falsos ou verdadeiros. Simão, o mago e falso convertido de Atos 8, era batizado e fazia parte desse conjunto ou“grande casa” (2 Tm 2:20). Uma profissão de fé, mesmo falsa, traz responsabilidades, e foi por isso que Simão recebeu uma severa repreensão de Pedro, que disse: “Você não tem parte nem direito algum neste ministério”  (At 8:21).

Quando Jesus estava na terra o Reino estava aqui na Pessoa dele, pois ele mesmo disse aos judeus: “o Reino de Deus está entre vocês” (Lc 17:21). Deus estava em Cristo mostrando a condição moral que deve caracterizar o Reino, e também o poder governante dele, que era capaz de subjugar a própria natureza. Antes de Cristo subir ao céu somente ele estava nesse Reino, mas com a vinda do Espírito Santo para habitar na terra o Reino pôde ser visto aqui manifestado nos que são habitados pelo Espírito. Apesar de o Reino ser apresentado em “mistério” ou  “segredo”nas parábolas, você verá que o Reino é também manifestado em seu aspecto exterior naquilo que Satanás e o homem têm feito com ele.


Aí sim nós o vemos invadido pelo joio, que se parece com o trigo, porém cujas folhas não olham para o Sol e nem acompanham seu movimento no céu como faz o trigo. Também o vemos habitado por aves emissárias de Satanás, que roubam a boa semente caída à beira do caminho, e se aninham na aberração que é a grande árvore de mostarda em seu crescimento anormal. O Reino é também semelhante à massa contaminada pelo fermento da má doutrina, e aquilo que deveria servir de alimento, serve para estufar o orgulho humano. Tudo isso é também a cristandade, um sistema frondoso por fora, porém corrupto por dentro.

Opinião das pessoas

Leitura: Marcos 4:1-15      por,  Pr.Felix                                          ELETRICISTA 11994458394

Ao Jesus iniciar a série de parábolas “os doze e os outros que estavam ao seu redor lhe fizeram perguntas acerca das parábolas”. Isso demonstra existir uma classe de pessoas à parte da multidão que deseja entender a Palavra. “Então Jesus lhes perguntou: ‘Vocês não entendem esta parábola? Como, então, compreenderão todas as outras parábolas?’” (Mc 4:13). Mas não se esqueça de que estamos falando do Reino, portanto daquilo que é exterior, pois entre os doze há também um Judas. Antes de mergulharmos nas parábolas vale a pena recapitular alguns pontos.

No capítulo anterior Jesus é rejeitado por Israel e seus familiares. Isso faz com que ele rompa seus vínculos nacionais e naturais, e desista de encontrar fruto no homem. Agora é ele quem irá assumir o papel de Semeador para produzir fruto. Sua vinda serviu como um teste para Israel e para o homem, e ambos foram reprovados. Ficava claro ser impossível ao homem guardar a Lei, que não fora dada para salvar, mas apenas para denunciar o pecado. Quando você coloca o termômetro em seu filho ele só indica a temperatura, mas não é capaz de curar a febre.

Se juntarmos os versículos da parábola contada para a multidão, com os da explicação que Jesus dá apenas aos discípulos, temos algo assim:“Enquanto lançava a semente, parte dela caiu à beira do caminho, e as aves vieram e a comeram... Os que estão junto ao caminho são aqueles em quem a Palavra é semeada; mas, tendo eles a ouvido, vem logo Satanás e tira a Palavra que foi semeada no coração deles.” (Mc 4:5, 15).

O caminho é formado por muitos pés que deixam a terra impermeável ao cultivo. Se você segue a opinião pública não dará importância à semente da Palavra, mesmo que ela caia bem ao seu lado. Mas não é só a dureza de coração que a impede de germinar. Satanás “vem e retira a Palavra nelas semeada” (Mc 4:15). Em Mateus 13:4 diz que “as aves vieram e a comeram”. Na parábola da semente de mostarda você aprenderá que as aves são agentes de Satanás aninhados na grande árvore da cristandade.

Portanto, se você ouviu o puro evangelho da graça, e logo parentes, amigos e até teólogos e clérigos vieram tentar convencê-lo do contrário, saiba que eles estão inconscientemente fazendo o serviço de Satanás. Saia desse caminho da opinião pública e fique só com a Palavra de Deus. Já disseram a você que está ficando louco, que deve aproveitar a vida, ou que para ser salvo precisa se filiar a uma igreja? Então você sabe do que estou falando

domingo, 10 de julho de 2016

pecador ou doente?

Leitura: Marcos1:43-45

Após curar o leproso, Jesus testa sua obediência. “Jesus o despediu, com uma severa advertência: ‘Olhe, não conte isso a ninguém. Mas vá mostrar-se ao sacerdote e ofereça pela sua purificação os sacrifícios que Moisés ordenou, para que sirva de testemunho’”. O homem deveria se apresentar ao sacerdote e oferecer os sacrifícios que a Lei mosaica determinava aos que eram curados de lepra. Esta é ordem das coisas também em nossa salvação. Jesus deve ser antes Salvador, depois Senhor. Primeiro você é salvo “pela graça, por meio da fé”, e isso não vem de você, “é dom de Deus, não por obras para que ninguém se glorie”. Depois Deus tem um propósito, que é “fazermos boas obras, as quais Deus preparou de antemão para que nós as praticássemos.” (Mc 1:43-44).

O homem, já curado, decidiu fazer sua própria vontade ao invés de se sujeitar à ordem de Jesus. “Saiu e começou a tornar público o fato, espalhando a notícia. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente em nenhuma cidade, mas ficava fora, em lugares solitários. Todavia, assim mesmo vinha a ele gente de todas as partes.” (Mc 1:45).

Ao contrário dos pregadores de milagres da TV, Jesus nunca buscou fama. Ele veio no caráter de um servo humilde e sabia que as pessoas iriam querer transformá-lo em celebridade, não por ele ser quem era — o Filho de Deus vindo em carne — mas pelos benefícios que poderiam obter dele. Alguns anos mais tarde, “enquanto estava em Jerusalém, na festa da Páscoa, muitos viram os sinais miraculosos que ele estava realizando e creram em seu nome. Mas Jesus não se confiava a eles, pois conhecia a todos. Não precisava que ninguém lhe desse testemunho a respeito do homem, pois ele bem sabia o que havia no homem.” (Jo 2:23-25).


Se a missão de Jesus fosse apenas curar, não teríamos mais hospitais. Todavia as curas e sinais eram apenas para mostrar suas credenciais de que era o Messias, o Jeová autor da Lei do Antigo Testamento que tinha vindo em graça e verdade para salvar, antes de voltar no final como o justo e implacável Juiz para condenar os perdidos. Antes de ser o Libertador que todo judeu aguardava, ele teria de ser sacrificado, “como um cordeiro... levado para o matadouro, e como uma ovelha que diante de seus tosquiadores fica calada”, ser “transpassado por causa das nossas transgressões... esmagado por causa de nossas iniquidades” (Is 53:5-7). Só assim resolveria a questão do pecado, a pior enfermidade do ser humano. E você, busca a Jesus por estar doente ou por ser pecador?