ATRIBUTOS DE DEUS
Parte 1 (g)
Atributos
A definição do Breve Catecismo diz, também que a natureza de
Deus é uma substância ou essência infinita, eterna e imutável. Esses seriam
alguns dos atributos, perfeições ou virtudes de Deus (I Pe 2.9). Sem nos
preocuparmos se a palavra atributo é adequada para descrever propriedades que nos
ajudariam a conceber a pessoa de Deus, talvez seja conveniente ficarmos com a
colocação de Tozer: “Um atributo divino é aquilo que Deus, de alguma forma, tem
revelado como sendo verdadeiro a Seu próprio respeito”. Apenas para maior
facilidade de compreensão, os atributos de Deus têm sido classificados de
várias maneiras. Por exemplo:
Atributos:
• Negativos:
simplicidade, infinitude, eternidade, imutabilidade.
• Positivos: poder, conhecimento, santidade, justiça,
bondade, verdade.
• Absolutos: que pertencem somente a Deus.
• Relativos: que implicam em relação com as coisas criadas.
• Naturais: poder, conhecimento, eternidade, imutabilidade,
infinitude.
• Morais: santidade, justiça, bondade.
• Comunicáveis: partilhados pelos seres humanos (mais partilhados).
• Incomunicáveis: não partilhados pelos seres humanos (menos
partilhados).
A classificação dos
atributos como comunicáveis e incomunicáveis tem sido, historicamente, mais
utilizada pelos teólogos reformados. Como todas, essa também apresenta falhas.
Colocamos abaixo essa classificação sem nenhum julgamento em relação às demais,
mas apenas para facilidade de compreensão e pela utilização das definições
simples que constam da Teologia Sistemática de Wayne Grudem:
1)Atributos
Incomunicáveis
Independência: “Deus
não precisa de nós nem do restante da criação para nada; porém, tanto nós
quanto o restante da criação podemos glorificá-lo e dar-lhe alegria”.Existência
autônoma ou asseidade (do latim a se, “de si mesmo” ou “por si mesmo”).
Imutabilidade: “Deus
é imutável no seu ser, nas suas perfeições, nos seus propósitos e nas suas
promessas; porém, Deus age e sente emoções, e age e sente de modos diversos
diante de situações diferentes”.
Inalterabilidade (Não
impassividade)
Eternidade: “Deus não tem princípio nem fim nem sucessão de
momentos no seu próprio ser, e percebe todo o tempo com igual realismo; ele,
porém, percebe os acontecimentos no tempo e age no tempo”.
Onipresença: “Deus não tem tamanho nem dimensões espaciais e
está presente em cada ponto do espaço com todo o seu ser; ele, porém, age de
modos diversos em lugares diferentes”.
Unidade: “Deus não está dividido em partes; porém percebemos
atributos diversos de Deus enfatizados em momentos diferentes”. Simplicidade
(não complexo, não composto). Infinitude: CH – “Espaço, tempo e infinidade
estão entre os problemas mais difíceis para o pensamento humano”. “A infinitude
de Deus, relativamente ao espaço, é sua imensidão ou onipresença; relativamente
à duração, é sua eternidade”.
2) Atributos Comunicáveis
Espiritualidade: “Deus existe como ser que não é feito de
matéria, que não tem partes nem dimensões, é incapaz de ser percebido pelos
nossos sentidos corpóreos e mais excelente do que qualquer outro tipo de
existência”.
Invisibilidade: “A
essência integral de Deus, todo o seu ser espiritual, jamais poderá ser vista
por nós, embora Deus se revele a nós por meio de coisas visíveis, criadas”.
Onisciência: “Deus conhece plenamente a si mesmo e todas as
coisas reais e possíveis num ato simples e eterno”.
Sabedoria: “Deus sempre escolhe as melhores metas e os
melhores meios para alcançar essas metas”.
Veracidade: “Deus é o Deus verdadeiro, e todo o seu
conhecimento e todas as suas palavras são ao mesmo tempo verdadeiros e o
parâmetro definitivo da verdade”. Fidelidade ou fidedignidade.
Bondade: “Deus é o parâmetro definitivo do que é bom e tudo
o que Deus é e faz é digno de aprovação”.
Amor: “Deus se doa eternamente aos outros”. Misericórdia,
Graça, Paciência: Misericórdia: é a bondade de Deus para com os angustiados e
aflitos. Graça: é a bondade de Deus para com os que só merecem castigo.
Paciência: é a bondade de Deus no sustar a punição daqueles que persistem no
pecado por determinado tempo.
Santidade: “Deus é
separado do pecado e dedica-se a buscar a sua própria honra”. Justiça: “Deus
sempre age segundo o que se conforma com o seu próprio caráter moral e ele
mesmo é o parâmetro definitivo do que é justo”.
Retidão. Ira: “Deus
odeia intensamente todo o pecado”.
Zelo: “Deus busca continuamente proteger a sua própria
honra”.
Vontade: “Deus aprova
e decide executar todo ato necessário para a existência e para a atividade de
si mesmo e de toda a criação”.
Liberdade: “Deus faz
tudo o que lhe apraz”.
Onipotência: “Deus tem poder para fazer tudo o que for da
sua santa vontade”.
Soberania Perfeição: “Deus possui com excelência
absolutamente todas as qualidades e não carece de nenhum aspecto dessas
qualidades que lhe seja desejável”.
Bem-aventurança: “Deus se deleita plenamente consigo mesmo e
com tudo o que reflete o seu caráter”.
Beleza: “Deus se revela como a soma de todas as qualidades
desejáveis”. Glória: “É a manifestação visível da excelência do caráter de
Deus”. (“É o brilho criado que circunda a revelação do próprio Deus”).
Paz: “No seu ser e nos seus atos Deus está apartado de toda
confusão e desordem; porém, é incessantemente ativo em atos simultâneos, bem
ordenados e plenamente controlados”. Ordem.
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